segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Será que não tenho mais o que falar ou escrever? Ou seria somente falta de vontade, e de inspiração? Afinal, tudo o que eu escrevo, é para quem? Será que para mim mesma? Será que minto? Será que as minhas palavras vão salvar o mundo, ou parte dele? Será que a minha vida serve de exemplo para a humanidade? Não, não tenho nada disso...  O que eu tenho é o poder de sequenciar as palavras, e com elas, levar algo, a algum lugar. O que eu não tenho é dinheiro suficiente para impor os meus pensamentos idiotas, e ainda ser aplaudida por isso. É, eu não tenho nada disso.
Mas espere aí, eu gosto de escrever! Mas isso é muito pouco. Mas, e se eu amo escrever? Talvez ainda seja muito pouco para fazer valer a pena o tempo que perco aqui com as minhas palavras a estranhos leitores. Sim, eu sou uma idiota. Parabéns, você venceu! Agora ja pode sair por aí dizendo: Viu! O que ela escreve não serve para nada. Ela mesma reconheceu. Viva! Mais uma conquista sua. É, você só pensa, por que não é mais ético expressar o que se sente, e que ética essa né? Você nunca diz o que sente? Vive como então? Que mundo é esse né? Mundo em que não se pode dizer o que pensa. Pois bem, você pode ir ler os grandes jornais, os mais famosos colunistas que escrevem para o seu ego, e me deixe em paz, com os meus sonhos, com a minha fé, eu não escrevo para você mesmo.
 Eu escrevo para as pessoas que como eu, ainda tem fé de que este mundo ainda há de ser melhor atravéz dos corações de todos os homens e mulheres, pois quem escreve, tem que estar aberto as mais diversas interpretações a que uma frase pode causar. Pois bem, fique a vontade. Quer e julgar? A vontade também. Você é dono do seu juízo, pois pra mim valeria mais a pena discutir com mais clareza as interpretações e os julgamentos. Mas uma coisa eu não posso querer: exigir honestidade e coragem de pessoas fracas e burras, pois essas estão habituadas a viver em um mundinho de dinheiro, poder e mentiras!

Dai

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