terça-feira, 23 de agosto de 2011

  Carregar essa dor no peito e fingir que tudo está perfeito, um mundo foi destruido e não dão a minima para isso !
O que sobra de tudo isso ? Odio o mais perverso sentimento capaz de transformar pessoas em coisas que jamais elas seria porque simplesmente se ''machucaram'' .
 As vezes acordo e a primeira coisa que eu vejo é o céu limpo azul como nunca e eu aque com está dor que não passa, que não some. Sinto as vezes sendo rodeada por espiritos malignos esperando apenas um deslize meu qualquer pra me puxar para baixo onde se quer possa ver a luz !
               Mas não vai ser tão facil assim me ter na mãos  .
 
Enquanto trabalho com ar de moça séria e ajuizada, minha cabeça parece uma metralhadora giratória, os pensamentos sendo disparados a esmo: digo ou não digo; fico ou não fico; tento ou não tento? Quem de mim é a sã e quem é a louca, por que ontem eu não estava a fim e hoje estou tão apaixonada, como estarei raciocinando daqui a duas horas, em linha reta ou por vias tortas? Alguém bate na porta interrompendo meus devaneios, é o rapaz entregando a correspondência, eu agradeço e sorrio gentil, demonstrando minha perfeita sanidade. Que controle tenho eu sobre o que ainda não me aconteceu? E sobre o já acontecido, que segurança posso ter de que minha memória seja justa, de que minhas lembranças não tenham sido corrompidas? Quero e não quero a mesma coisa tantas vezes ao dia, alterno o sim e o não intimamente, tenho dúvidas impublicáveis, e ainda assim me visto com sobriedade, respondo meus e-mails e não cometo infrações de trânsito, sou confiável, sou uma doida. E essa constatação da demência que os dias nos impingem não seria lucidez das mais requintadas? É de pirar